30 setembro 2012

Eu simples sou uma complicada...

As palavras não me têm fluido como eu gostaria, nem mesmo as escolhas que tomo. Escolhi um lugar para me sentar que pensava que seria o melhor para mim, mas na realidade esse lugar não é assim tão confortável quanto pensei, talvez até seja mais duro que o último que escolhi. Que grande mania a minha de pensar que tenho sempre razão e de achar que nunca erro. Mas sabem qual é a realidade? Eu simples sou uma complicada, não sei deixar os momentos acontecerem!
Nem sempre isto é um defeito, mas a maioria das vezes é. E o pior é que isso dificulta-me muito no convivo, nos estudos, no amor... Mesmo sabendo as coisas complico. Mesmo sabendo que há como simplificar complico. Para mim, a complicação é o caminho mais fácil. Que ironia!
Tento descomplicar todos os anos, mas nunca consigo. Tento arranjar pensamentos mais simples para as situações complicadas, mas nunca os encontro. Procuro pessoas que consigam perceber o meu feitio, mas poucas o conseguem aturar, sendo que a maioria simplesmente me olha de lado desde o primeiro dia. Desde sempre que as pessoas ou gostam mesmo de mim ou simplesmente me odeiam. E das que em odeio tenho muitas... Não o que lhes faz odiar-me, não destruo relações de amizade, nem causo problemas às pessoas, apenas sou diferente, apenas não sou fixe
Afinal, eu sou mesmo complicada! E mesmo os desconhecidos conseguem ver isso apenas com o primeiro olhar ou com a primeira impressão. Já ninguém gosta de complicadas!

18 setembro 2012

15 setembro 2012

Querido diário #2

15 de Setembro de 2012
Querido diário
Estou a voltar a sentir o vazio que me percorreu este Verão, mas este agora não tem motivo aparente (penso eu). O antigo vazio que senti fora por uma paixão não correspondida. Agora este vazio não o sei interpretar. Sinto uma vontade enorme de deixar e ser forte, de chorar. Sinto-me como lixo aqui. Pois a tensão está cada vez a aumentar, a desilusão está-se a refletir cada vez mais forte nos olhos que em rodeiam. Sinto-me como se nunca irei atingir o que as pessoas esperam de mim. Sou uma falhada em curso e talvez eu ainda vá passar o curso, ou talvez eu seja de tal modo uma falhada que nem esse curso sou capaz de passar.
A minha cabeça está às voltas, ela já não sabe em que há de pensar e nem sequer sei se estes pensamentos são corretos. Agora sinto-me cada vez mais vulnerável às palavras e aos pequenos gestos de desprezo. A vontade de chorar é cada vez maior, mas ainda tenho aquela vontade de lutar por mim, por mais pequena que seja ela ainda está presente dentro de mim. Todos os dias penso no futuro e em quem quero ser, mas ultimamente tenho o pressentimento que cada pessoa à minha volta não quer que eu seja assim. Sinto-me novamente a ser julgada! 
Talvez estes sentimentos sejam apenas uma ilusão criada por mim para poder responder ao vazio que sinto, à falta de respeito. Mas será que eu sinto realmente esse vazio? Já nem sei isso, já nem sei se estou bem ou mal, apenas sei o que quero e isso é respostas!
Kiss

13 setembro 2012

Querido diário #1

13 de Setembro de 2012
Querido diário
Já tudo a começar outra vez. Os gritos, as lágrimas, as pressões, tudo está a voltar e eu não posso fazer nada a não ser continuar a tentar evitá-los, noutras ocasiões tenho que enfrentá-los e eles simplesmente descarregam em mim como se eu fosse o seu saco de socos. Não vou ser capaz de aguentar isto novamente, pois desta vez tudo será pior. As bocas vão virar para mim, os sermões serão para mim por causa de uma pequena gralha minha, o meu menos descuido será repreendido. Sem mais nem menos estou a ver-me num passado que pensei ter feito pausa. Ao que parece ele voltou a fazer play e eu sou novamente prejudicada, consequentemente.
Antes não tinha refugio para amparar a minha fúria e contradição, agora tenho este blog, mesmo assim não é a mesma coisa que ter alguém com quem falar. Para quê? Se cada vez que me abro com isso arrependo-me, ou porque não me sinto compreendida ou porque não prestam atenção. Tenho dois amigos na mesma escola que eu, mas não sou capaz de chegar à beira deles e fala-lhes disto, nunca fui. Lembro de uma vez estar numa aula de substituição e ele se ter sentado à minha beira e me ter dito que não saia dali, mesmo que eu não fala-se. E ele ficou mesmo e eu acabei por me abrir com ele. Sabes o que fez? Ouviu-me, ajudou-me e preocupou-se, coisa que nunca me tinham feito, coisa que nunca senti. Nunca tinha senti conforto e confiança assim com uma pessoa, nunca fui capaz de me abrir como fiz com ele, não daquela maneira. Ele foi, é e será um grande amigo meu, não tenho dúvidas disso!
Mas agora eu preciso de algo para me distrair destas coisas outra vez. Não quero passar o tempo a chorar como dantes, não quero continuar a olhar para eles da mesma forma, quero mudar, mas aqui isso é uma palavra velha, gasta, que já não se aplica com a idade deles.
Lamento imenso que as coisas sejam assim, sabes, mas a culpa não é minha de voltarmos ao mesmo, nem da primeira foi. Pergunto-me de que vale ter uma irmã se quando precisamos mesmo dela ela nunca nos pode "atender".
Kiss

12 setembro 2012

Desafio "11 for all"

Queria agradecer à Rosemary por me ter proposto este desafio. 
Este desafio é oferecido a blogues com menos de 200 seguidores e as regras são as seguintes:
- Postar 11 coisas sobre ti;
- Responder às perguntas que a pessoa que te ofereceu o desafio te colocou;
- Escolher 11 pessoas a quem passar o desafio (e deixar o respectivo link para os seus blogues);
- Criar 11 perguntas para essas pessoas;
- Informá-las.

11 coisas sobre mim:
1 - Durante 7 anos pratiquei ténis de mesa e esses anos foram uns do qual me orgulho muito, pois foram eles que me ajudaram tornaram quem estou a ser agora;
2 - Não consigo falar sobre coisas profundas facilmente com as pessoas e quando o faço acabo sempre por me arrepender;
3 - Lembro-me da minha infância como me lembro de mim à 3 anos atrás, sozinha. Durante a minha infância nunca tive grandes amigos e os que tive normalmente queriam sempre aproveitar-se de mim;
4 - Tenho ódio às pessoas que olham para mim e dizem logo que não gostam de mim, mesmo que por vezes me mostre indiferente com isso;
5 - Sou péssima a Português e muito boa a Matemática (pelo menos até ao 3º ciclo tem sido assim);
6 - A minha avó morreu quando tinha 7 anos e o meu avô morreu antes de eu nascer. Não tenho grande memória da minha avó, mas sei que gostava muito que ela tivesse vivido mais tempo para a poder conhecer melhor, como o meu avô;
7 - A minha família é constituída por mim, a minha irmã, o meu pai, a minha mãe e o meu tio (irmão da minha mãe), mas tenho família da parte do meu pai que desconheço, mas que gostava de conhecer;
8 - Tenho uma gata chamada Rita que adoro *.*;
9 - Sou muito ambiciosa e tenho expetativas muito elevadas para mim. Sou muito perfeccionista;
10 - Criei este blog um ano depois de ter deixado de escrever no meu diário. Com o objetivo de me expressar para os outros e não só para mim.
11 - Sou muito independente e com 18 anos quero trabalhar e andar a estudar ao mesmo tempo para poder sair de casa.
11 perguntas da Rosemary:

1 - O que te dá motivação para um novo dia, todos os dias?
Saber que algo de bom pode acontecer-me nesse dia

2 - Qual é a primeira coisa que fazes quando acordas?
Vou à casa de banho ahahahah xp

3 - O computador mudou a tua vida?
Neste momento posso dizer que sim, infelizmente.

4 - Queres casar? Porquê?
Sim, porque quero passar o resto da minha vida ao lado de uma pessoa que realmente Amo. Não quero acabar sozinha!

5 - Para ti, qual é o melhor lugar do mundo para organizar ideias?
Num parque, ao ar livre, num dia de sol. O som da Natureza e o respirar daquele ar puro refresca-me as ideias.

6 - Fala do momento mais difícil por que já passaste.
Foi quando o meu pai teve uma atitude que me pareceu, a mim e à minha irmã, incorreta e sem razão e ele respondeu-me: "Se pudesse voltar a trás faria tudo igual!". Nesse dia ele desiludiu-me muito e nem se apercebeu, e assim, as coisas nunca mais foram as mesma, até têm sido piores.

7 - Qual é a qualidade que mais admiras em ti? 
A minha ambição e determinação.

8 - E nos outros?
Que sejam divertidos e me prestem atenção quando preciso e quando não preciso.

9 - Acreditas que os namoros adolescentes valem a pena?
Não, acho que esses namoros são de curta data, salvo raras excepções, e servem para aprendermos. E assim, com esses erros, poderemos encontrar a nossa alma gémea no futuro. 

10 - Qual o teu maior sonho?
Ser uma pessoa de grande reconhecimento.

11 - O que te influenciou a desejar isso? 
A minha infância.
11 perguntas minhas:

1 - Porque crias-te o teu blog?
2 - Se tivesses coragem o que farias?
3 - Qual o teu sonho de criança?
4 - Fala do dia que te marcou até à data.
5 - No futuro, como e onde te vês?
6 - Como gostavas de morrer?
7 - O que pensas em fazer com o dinheiro se o tivesses (quantias muito grandes)?
8 - O que te assusta mais no futuro?
9 - Gostavas de poder ir ao espaço?
10 - Qual o teu lema de vida?
11 - Já tiveste um sonho que te fez lutar por algo? Fala dele.

Passo o desafio a:


Passo também a quem quiser o desafio. Lamento mas não posso passar a mais blog's que sigo pois eles ou já fizeram o desafio, ou têm mais de 200 seguidores, ou ainda já não usam o blog. Mesmo assim ofereço o desafio a quem quiser, mas por favor avisem para eu poder colocar no post.

09 setembro 2012

Já a perdi à muito tempo

A família devia ser o nosso apoio no Mundo e não mais um desapontamento. Mas de que valem essas palavras se na realidade isso não acontece. Devia ser agora, nestes momentos problemáticos que nos devíamos unir ainda mais, e até seja isso que eles pensem, mas não é, pelo contrário. No entanto, também é neste momentos problemáticos que vemos quem são realmente as pessoas. Nunca imaginei ter uma opinião de cada pessoa, em particular, da minha pequena família tão má. Família tem defeitos, tem erros escondidos e juras quebráveis, mas isso tudo devia ser escondido num pequeno espaço no nosso coração e perdoado, pois somos família. Mesmo assim, família nem sempre consegue suportar todos os erros, todos os defeitos e todas as jurar, pois por mais que sejamos forte não há como guardar-los para sempre.
Cada dia que passa mais me apetece desaparecer e quantas mais são as discussões que se acumulam maior a desilusão. Desilusão de um aproveitar-se e desilusão do outro não ser capaz de acabar com isso. Quando olho para eles sinto o laço que nos une, mas, para além disso, vejo os seus maiores defeitos que não consigo perdoar e que nunca irei conseguir, pois ele nunca irá admitir, perante mim, que estava errado.
A mim dizem-me que eu não aproveito a família que tenho, pois toda a gente vê a minha família como sendo uma família unida e com poucos problemas. Outros ainda dizem que tenho sorte por ter uma família. Mas essas pessoas não sabem o que é estar nesta família, nem mesmo qual é a sensação de desejar que essa mesma família se separe. Sim, eu desejava que os meus pais se separassem, mas isso é porque eles estariam melhor um sem o outro e eu e a minha irmã estaríamos melhor assim. Ambas concordamos com esta ideia, mas eles não querem isso para nós!
Não sou capaz de aceitar o facto de o meu pai se achar o rei e tratar a minha mãe mal, psicologicamente. E eu e a minha irmã não ajudamos, mas a pressão é muita! A família cor-de-rosa que toda a gente me pinta não é a minha e nunca foi. Cada dia que passa maior a desilusão que eu tenho pelo o meu pai e todos os dias ele faz questão de aumenta-la, sem saber. Talvez no dia em que lhe direi todas as coisas que não posso dizer agora ele perceba que perdeu a sua filha há muito tempo atrás por causa de pensar que tem sempre razão.
Agora tento viver nesta casa, onde todas as verdades são um pecado de se prenunciar. E a pessoa que mais tenho pena é a minha mãe que se faz de forte todos os dias, mas que não imagina como isso também me desiludiu nela. Basicamente, a minha família desiludiu-me toda, a minha mãe, o meu pai e o meu tio, por também "abusar" da minha mãe. Talvez ainda só tenha a minha irmã, mas mesmo ela perdi a confiança e acho que com o tempo ela também me irá desiludir, pois afinal de contas, ela é a única que falta!

05 setembro 2012

Antes era assim... Agora...


Antigamente, eu passava os dias a chorar e a lamentar-me.Sentia-me sozinha, excluída, diferente. incompreendida e não tinha nada nem ninguém a quem contar isso.
Não era capaz de falar com a minha família, nem com colegas. Tinha sempre o pressentimento que a partir do momento que eu abrisse a boca me voltassem a julgar, a humilhar.
Nem com a minha família eu sentia que podia contar. E eles sempre me disseram "Os amigos vão e vêm, mas a família está sempre cá", mas eu sempre senti como se a minha família não estivesse lá.
O meu pai estava sempre "ocupado" e quando eu precisava dele para ajudar-me com tpc's despachava-me para a minha irmã. A minha mãe estava sempre cansada e não gostava de a chatear com coisas fúteis. E a minha irmã, bem, ela ou estava ocupada ou não me prestava atenção. Foram estes pequenos detalhes que me deram a intender, na minha mente inocente, que não podia contar com eles. E com o tempo, comecei a perder confiança com eles e ganhei à ideia de que não tinha ninguém com quem falar. E as desilusões que eles criaram ficaram marcadas em mim, como se fossem um aviso. Agora, já não sou capaz de mudar as coisas, tentei, mas não consigo!
Ainda temos momentos bons juntos, mas já não sinto aquela união que devia sentir. Dizem para eu dar graças à família que tenho, dizem sempre que têm uma família pior que a minha, mas ninguém sabe metade do que passo ou sinto. À 3 anos que me fechei, e à 3 anos que perdi a capacidade de me abrir. Quando tento abrir-me nunca sinto-me melhor, pelo contrário. Normalmente, quando tento exprimir-me sou julgada e criticada. Tenho amigas que passam a vida a rir-se de tudo e quando eu tento desabafar riem-se. Pode não ser por mal, mas não gosto, faz sentir-me como se voltasse a ser o bobo. Elas não sabem o que é ser o bobo, elas não sabem o que é ser humilhada todos os dias, rebaixada.
Antes, eu era gozada pela mesma pessoa todos os dias e as pessoas à minha volta riam-se com ele. Depois habituaram-se à ideia de que eu era o bobo e usavam-me para se rirem. Em 4 anos de gozo apenas houve uma pessoa que me fez sentir melhor no meio desse grupo. 
É engraçado quando são os outros a serem os bobos, mas quando somos nós a história é outra e desde que me apercebi de que parte da história eu fazia parte, fiz um pacto comigo mesma :

"Esquecer tudo e todos
Para amanhã sorrir
Aprender com os bons
Para quando partir!"
(Significa, ignorar todos aqueles que me tratam mal e sorrir-lhes, estudar e ser a melhor, para quando acabar os estudos ser ALGUÉM e olhar para baixo, que será onde eles estarão.)

E finalmente poderei começar a segunda parte do meu pacto, estudar e ser a melhor. Agora é que poderei começar a ser alguém e no final, "vingar-me"!