29 setembro 2013

4 Fotografias, 1 verdade

I have my demons and they are very frightening. 
When I wake up and I found the truth that I tried and tried to hide, I cry!

Ver as fotografias que sempre pensei que nunca iria encontrar, foi um choque! Tantas vezes pensei nelas, tantas vezes imaginei quando é que tinha acontecido. Agora vejo-as e percebo que não foi assim há tão pouco tempo. Talvez até tenha sido naquele momento de depressão, aquele momento em que o pobre do coitado não podia trabalhar, por ter sido "rebaixado"! 
Tantos diplomas, mas nada de ética. Tanta filosofia, mas continua a ser um boi. Não vê à sua frente a dor que provoca com tudo isto. Podia simplesmente sair, ir ter com elas, mas continua aqui, a magoar-nos! Desta é que podia ir para a Madeira, mas não...

Porquê? Porque é que eu tinha que descobrir aquilo? Tanta gente nesta casa e tinha que ser eu? Será que ela sabe? Será que sabe que ele cometeu o crime pela segunda vez? 
Tudo isto é muito! Não é muito para suportar, mas sim muito para que eu consiga ver a acontecer. Os beijos logo pela manhã, os mimos, a falsa felicidade que paira no ar... Tudo isto custa ver, sabendo a verdade. Custa vê-los a acreditar na mentira que ele nos cospe todos os dias, nas coisas que nos esconde e desvia. Fala mal dos políticos de agora, mas chega a ser pior que eles.

O que é que hei-de pensar ao encontrar aquilo? Tudo muito bem juntinho, quase como se estivesse a esconder alguma coisa. Não, ele está a esconder alguma coisa! Todos nós sabemos e desconfiamos, mas nenhum de nós tinha encontrado a prova. Quero saber mais, vou descobrir mais... Mas até lá, tenho que tentar olhar para ele com menos 
ódio (do que já tinha). Podemos ser do mesmo sangue, mas ai-de alguém que se atreva a dizer que somos parecidos... Não sou nada como ele!!

26 junho 2013

A razão de escrever

As memórias... boas ou más... estão guardadas dentro de nós... algures. Estão num espaço que só a elas pertencem. Estão à espera de serem novamente recordadas.
As boas tornam-nos felizes e quanto mais vezes as recordamos, mais felizes ficamos. Mas as más consomem.nos, fazem-nos perder e esquecer as boas memórias. Essas, quanto mais as recordamos mais fracos ficamos. Por isso, de uma forma que só nós podemos saber, devemos arrancá-las de nós. Não à memória em si, pois essa ajudár-nos-á a sermos mais fortes. Devemos arrancar a dor que elas provocam!

É por isso que escrevo!
Escolho e organizo as palavras que mais descrevem o que sinto, de forma a elaborar uma confissão. Essa confissão não pode ser escrita de qualquer maneira! As suas frases não têm que ter só sentido e significado, têm também que ter estética e assim, vou escrevendo essa confissão devagar e com muito cuidado. Tudo isto para que no final tenha à minha frente um texto bonito.

No entanto, escrevo para vocês (leitores) para que não sinta tudo sozinha. 
Escrevo para poder  partilhar, para poder aguentar cada passo que dou, para sentir que arranquei esse pedaço de memória, para que quando voltar a recordá-la, por qualquer motivo que seja, não volte a cair.