09 setembro 2012

Já a perdi à muito tempo

A família devia ser o nosso apoio no Mundo e não mais um desapontamento. Mas de que valem essas palavras se na realidade isso não acontece. Devia ser agora, nestes momentos problemáticos que nos devíamos unir ainda mais, e até seja isso que eles pensem, mas não é, pelo contrário. No entanto, também é neste momentos problemáticos que vemos quem são realmente as pessoas. Nunca imaginei ter uma opinião de cada pessoa, em particular, da minha pequena família tão má. Família tem defeitos, tem erros escondidos e juras quebráveis, mas isso tudo devia ser escondido num pequeno espaço no nosso coração e perdoado, pois somos família. Mesmo assim, família nem sempre consegue suportar todos os erros, todos os defeitos e todas as jurar, pois por mais que sejamos forte não há como guardar-los para sempre.
Cada dia que passa mais me apetece desaparecer e quantas mais são as discussões que se acumulam maior a desilusão. Desilusão de um aproveitar-se e desilusão do outro não ser capaz de acabar com isso. Quando olho para eles sinto o laço que nos une, mas, para além disso, vejo os seus maiores defeitos que não consigo perdoar e que nunca irei conseguir, pois ele nunca irá admitir, perante mim, que estava errado.
A mim dizem-me que eu não aproveito a família que tenho, pois toda a gente vê a minha família como sendo uma família unida e com poucos problemas. Outros ainda dizem que tenho sorte por ter uma família. Mas essas pessoas não sabem o que é estar nesta família, nem mesmo qual é a sensação de desejar que essa mesma família se separe. Sim, eu desejava que os meus pais se separassem, mas isso é porque eles estariam melhor um sem o outro e eu e a minha irmã estaríamos melhor assim. Ambas concordamos com esta ideia, mas eles não querem isso para nós!
Não sou capaz de aceitar o facto de o meu pai se achar o rei e tratar a minha mãe mal, psicologicamente. E eu e a minha irmã não ajudamos, mas a pressão é muita! A família cor-de-rosa que toda a gente me pinta não é a minha e nunca foi. Cada dia que passa maior a desilusão que eu tenho pelo o meu pai e todos os dias ele faz questão de aumenta-la, sem saber. Talvez no dia em que lhe direi todas as coisas que não posso dizer agora ele perceba que perdeu a sua filha há muito tempo atrás por causa de pensar que tem sempre razão.
Agora tento viver nesta casa, onde todas as verdades são um pecado de se prenunciar. E a pessoa que mais tenho pena é a minha mãe que se faz de forte todos os dias, mas que não imagina como isso também me desiludiu nela. Basicamente, a minha família desiludiu-me toda, a minha mãe, o meu pai e o meu tio, por também "abusar" da minha mãe. Talvez ainda só tenha a minha irmã, mas mesmo ela perdi a confiança e acho que com o tempo ela também me irá desiludir, pois afinal de contas, ela é a única que falta!

05 setembro 2012

Antes era assim... Agora...


Antigamente, eu passava os dias a chorar e a lamentar-me.Sentia-me sozinha, excluída, diferente. incompreendida e não tinha nada nem ninguém a quem contar isso.
Não era capaz de falar com a minha família, nem com colegas. Tinha sempre o pressentimento que a partir do momento que eu abrisse a boca me voltassem a julgar, a humilhar.
Nem com a minha família eu sentia que podia contar. E eles sempre me disseram "Os amigos vão e vêm, mas a família está sempre cá", mas eu sempre senti como se a minha família não estivesse lá.
O meu pai estava sempre "ocupado" e quando eu precisava dele para ajudar-me com tpc's despachava-me para a minha irmã. A minha mãe estava sempre cansada e não gostava de a chatear com coisas fúteis. E a minha irmã, bem, ela ou estava ocupada ou não me prestava atenção. Foram estes pequenos detalhes que me deram a intender, na minha mente inocente, que não podia contar com eles. E com o tempo, comecei a perder confiança com eles e ganhei à ideia de que não tinha ninguém com quem falar. E as desilusões que eles criaram ficaram marcadas em mim, como se fossem um aviso. Agora, já não sou capaz de mudar as coisas, tentei, mas não consigo!
Ainda temos momentos bons juntos, mas já não sinto aquela união que devia sentir. Dizem para eu dar graças à família que tenho, dizem sempre que têm uma família pior que a minha, mas ninguém sabe metade do que passo ou sinto. À 3 anos que me fechei, e à 3 anos que perdi a capacidade de me abrir. Quando tento abrir-me nunca sinto-me melhor, pelo contrário. Normalmente, quando tento exprimir-me sou julgada e criticada. Tenho amigas que passam a vida a rir-se de tudo e quando eu tento desabafar riem-se. Pode não ser por mal, mas não gosto, faz sentir-me como se voltasse a ser o bobo. Elas não sabem o que é ser o bobo, elas não sabem o que é ser humilhada todos os dias, rebaixada.
Antes, eu era gozada pela mesma pessoa todos os dias e as pessoas à minha volta riam-se com ele. Depois habituaram-se à ideia de que eu era o bobo e usavam-me para se rirem. Em 4 anos de gozo apenas houve uma pessoa que me fez sentir melhor no meio desse grupo. 
É engraçado quando são os outros a serem os bobos, mas quando somos nós a história é outra e desde que me apercebi de que parte da história eu fazia parte, fiz um pacto comigo mesma :

"Esquecer tudo e todos
Para amanhã sorrir
Aprender com os bons
Para quando partir!"
(Significa, ignorar todos aqueles que me tratam mal e sorrir-lhes, estudar e ser a melhor, para quando acabar os estudos ser ALGUÉM e olhar para baixo, que será onde eles estarão.)

E finalmente poderei começar a segunda parte do meu pacto, estudar e ser a melhor. Agora é que poderei começar a ser alguém e no final, "vingar-me"!