Ultimamente não sei o que escrever. Uns dias só me vêm textos cor-de-rosa, noutros os textos saem-me negros como o coração de uma viúva traída. Não tenho palavras para descrever o que sinto, não tenho palavras para descrever o que quer que seja. Apenas sei que estou confusa, já não sei o que pensar em relação a ele, em relação a mim, em relação a tudo o que se passa comigo. Talvez seja apenas porque estou com sono. Espero que amanhã já me sinta com mais vontade para escrever, porque há muita coisa que eu ando a guardar dentro de mim. Ao fim de um tempo, eu vou explodir e tudo o que tenho cá dentro irá sair da pior forma. Por isso... prefiro escrever, talvez assim não expluda tão intensamente!
30 junho 2012
26 junho 2012
O meu maior medo
Vou participar no desafio 1 de Inês, do blog "Palavras só minhas". Este desafio consiste em criar um texto pequeno ou grande sobre o tema "O meu maior medo". Aqui está o texto, só espero que não esteja muito mau, dei-lhe um toque meu. Custou-me um pouco ao inicio escreve-lo, mas aqui está!
- Que medricas...!
- Oh, não sejas mariquinhas!
Típicas frases dos "corajosos". Aqueles que não percebem que o medo é um sentimento que nos deixa incapazes de fazer algo, que deixa-nos assustados. Mas têm mesmo de nos atiram à cara que temos medo? Nós já o sentimos, já nos apercebemos o que somos, isso não vai mudar o sentimento...
Medo! Toda a gente tem medo, toda a gente receia algo ou alguém. Mas então, qual é o maior medo de todos? Aranhas? Alturas? O escuro? Cobras? Uns têm estes medos, outros não. Uns admitem o medo, outros escondem-no fazendo-se de corajosos. Uns vivem escondidos dos seus medos, outros enfrentam-nos.
Os meus medos? Tenho tantos! Tenho medo de alturas, de cobras, às vezes de cães... Tenho medo do resultado de um teste/exame, de desapontar os meus pais, de não ser ninguém no futuro... Alguns medos meus assustam-me, outros são apenas do momento. Enfrentá-los é a melhor maneira de os afugentar, mas às vezes há medos que são da nossa natureza, que mesmo lutados permanecem. No entanto, o medo pode ser sempre escondido dentro de nós, podemos amarrá-lo ao nosso coração, pô-lo imóvel e depois cobri-lo com uma camada de músculo, para que ninguém repare onde ele está.
Na vida, erros são cometidos, quedas são dadas, tristezas são coradas... Nela há os corajosos e os medricas. Os corajosos lutam pela vida, lutam por aquilo que querem. Os medricas apenas ficam pelos seus medos. Mas é crime? Ser medricas é um erro? Ter medo da vida é um erro? Porque se for, eu sou um erro.
O meu maior medo... é o futuro. O que vai acontecer a seguir, o que não vai acontecer, o que serei, o que não serei... Nada é certo, mas também ninguém nos diz que amanhã os nossos sonhos não se concretizam! Acreditar nos sonhos não custa, mas esperar que eles aconteçam sim. E mesmo quando acontecem, há um momento em que nos perguntamos se é mesmo isso que queremos!
Quero viver a vida, ver coisas únicas e ter experiências novas. Quero ser uma rapariga que me orgulhe, mas tenho medo de não conseguir! Às vezes seguro-me a esse medo e perco-me, mas depois encontro um novo medo e largo o outro, encontrando-me de novo! Vivo sempre, tento sempre, mas antes de tudo tenho medo. Escondo-me, choro, grito, riu-me, faço tudo para apagar esse medo. Crio uma "eu", nova. É por isso que tenho medo do futuro, será que a nova "eu" irá ser melhor?
- Que medricas...!
- Oh, não sejas mariquinhas!
Típicas frases dos "corajosos". Aqueles que não percebem que o medo é um sentimento que nos deixa incapazes de fazer algo, que deixa-nos assustados. Mas têm mesmo de nos atiram à cara que temos medo? Nós já o sentimos, já nos apercebemos o que somos, isso não vai mudar o sentimento...
Medo! Toda a gente tem medo, toda a gente receia algo ou alguém. Mas então, qual é o maior medo de todos? Aranhas? Alturas? O escuro? Cobras? Uns têm estes medos, outros não. Uns admitem o medo, outros escondem-no fazendo-se de corajosos. Uns vivem escondidos dos seus medos, outros enfrentam-nos.
Os meus medos? Tenho tantos! Tenho medo de alturas, de cobras, às vezes de cães... Tenho medo do resultado de um teste/exame, de desapontar os meus pais, de não ser ninguém no futuro... Alguns medos meus assustam-me, outros são apenas do momento. Enfrentá-los é a melhor maneira de os afugentar, mas às vezes há medos que são da nossa natureza, que mesmo lutados permanecem. No entanto, o medo pode ser sempre escondido dentro de nós, podemos amarrá-lo ao nosso coração, pô-lo imóvel e depois cobri-lo com uma camada de músculo, para que ninguém repare onde ele está.
Na vida, erros são cometidos, quedas são dadas, tristezas são coradas... Nela há os corajosos e os medricas. Os corajosos lutam pela vida, lutam por aquilo que querem. Os medricas apenas ficam pelos seus medos. Mas é crime? Ser medricas é um erro? Ter medo da vida é um erro? Porque se for, eu sou um erro.
O meu maior medo... é o futuro. O que vai acontecer a seguir, o que não vai acontecer, o que serei, o que não serei... Nada é certo, mas também ninguém nos diz que amanhã os nossos sonhos não se concretizam! Acreditar nos sonhos não custa, mas esperar que eles aconteçam sim. E mesmo quando acontecem, há um momento em que nos perguntamos se é mesmo isso que queremos!
Quero viver a vida, ver coisas únicas e ter experiências novas. Quero ser uma rapariga que me orgulhe, mas tenho medo de não conseguir! Às vezes seguro-me a esse medo e perco-me, mas depois encontro um novo medo e largo o outro, encontrando-me de novo! Vivo sempre, tento sempre, mas antes de tudo tenho medo. Escondo-me, choro, grito, riu-me, faço tudo para apagar esse medo. Crio uma "eu", nova. É por isso que tenho medo do futuro, será que a nova "eu" irá ser melhor?
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