07 junho 2012

Será errado?

Se quero ser feliz tenho que fazer por isso, não é esperar que as coisas aconteçam. No momento dói, sofresse muito com isso, mas depois de termos passado tudo a nossa vida é melhor que as dos outros. Já passei por uma fase como esta uma vez, como sabem, mas agora é diferente. Agora eu vejo tudo de uma maneira diferente e tenho menos força de vontade. Antes eu estava sozinha e não tinha ninguém a dizer-me para me levantar do chão, mas mesmo assim levantei-me e aprendi a ser uma pessoa melhor. Agora tenho todos os amigos que preciso, posso falar sempre que quiser, mas sinto-me pior que antes. Sempre pedi amigos verdadeiros, agora que os tenho (pelo menos nunca me deram razões para desconfiar) parece que os quero afastar. Sou muito indecisa nas coisas que quero, mas nunca pensei sentir o que sinto. Será errado?
O que acontecerá se eu os afastar? Eu não os quero afastar, mas agora já não me sinto com aquela vontade de antes para estar com eles. Agora tudo perdeu a razão de ser para mim, tudo é triste. Mesmo assim continuo a querer ver os meus amigos e mesmo as pessoas que gosto menos, bem. Preocupo-me com essas pessoas quando sei que só me vou magoar ao ajuda-las. Será errado?
Já não tenho cabeça nem para sair de casa. Mas continuo a sair, mesmo depois de tudo, continuo. Não será por muito tempo! Daqui a algum tempo vou dedicar-me aos estudos e ás minhas lágrimas. Vou ficar em casa para assim não chatear ninguém. Eu sempre disse aos outros para serem fortes e não desanimarem, mas eu não consigo fazer o mesmo. Sinto-me fraca! Não quero transmitir este sentimento ás pessoas que me rodeiam. Não merecem e eu não tenho esse direito. Por isso, vou ficar encostada à minha solidão por um tempo, só até esta fase passar. Será errado?

31 maio 2012

Um caminho ultrapassado sozinha

Num dia estamos a rir-nos no outro estamos a chorar. Temos os sentimento muito inconstantes, nem sempre temos a certeza do que sentir ou do que pensar. Mas nada é o que parece!
Vou pela primeira vez dizer isto, escrito. Já pensei matar-me! Já pensei acabar com a minha vida, destruir o que na altura foi um incomodo. Agora que olho para trás digo que não me arrependo de ter pensado isso. Não, foi aquele pensamento que me fez o que sou agora, foi aquele pensamento que me fez acreditar no meu valor. Na altura não tive ninguém ao meu lado, na altura estava sozinha, desesperada, triste, ABANDONADA!
Comecei este meu caminho sozinha, percorri-o sozinha e terminei-o sozinha. Quando pensei em matar-me não tive ninguém ao meu lado a dizer-me para não o fazer, não tive o consolo de um amigo, não tive nada nem ninguém. Na altura nem um diário tinha ainda. Sentia-me inútil, como se a minha presença no Mundo fosse algo que não devia ter acontecido, como se não devesse ter nascido. Só faço estragos, dou dores de cabeça ás pessoas. Quando faço uma boa ação apenas recebo umas palavras, como "Muito bem!" ou "Fico feliz por teres conseguido!". Nem um abraço, um carinho... Estão sempre demasiado ocupados! 
Nessa altura só tinha o meu reflexo como consolo. Lembro-me de chegar a casa e chorar sozinha, escondida, e quando ia ter com a minha família punha um sorriso na cara, limpava-a, acalmava-me e lá ia eu ter com eles. Muitas vezes não reparavam em nada, mas ás vezes não conseguia esconder a tristeza que sentia!  
Foram estes momentos que me fizeram o que agora sou. Mas continuo fraca, sem forças. Perdi-as no inicio deste ano e não sei onde haverei de arranjar novas! No entanto, desta vez sei que não estou sozinha, tenho onde me agarrar.